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terça-feira, maio 31, 2011

Vulto

Um quadro de vultos
Ocultos ao olho humano,
Promíscuos e entrelaçados
Na intimidade que lhes precede.

Sentem-se ameaçados
Pela intriga e os mirones.
Mas dois vultos humanos não temem a morte.

Se não passam de sombra
Não tem identidade.
Amam sem preconceito e finalidade.

Nus, Puros, crus e inconsequentes.
Amam como sentem,
Sentem como se fossem gente.

No fundo são apenas dois corpos insaciados.
No amor e no sexo não existem regras nem espaços.
Sem embaraços,
Faz como os vultos incautos e deixa-me liberta.
Incerta do que nos precede.

Escreve a sangue no meu corpo,
Que este é apenas teu.
Quem lhe tocou morreu.
És o único a ter-me.
Serás o último a ver-me.

sexta-feira, março 11, 2011

Luxúria Canibal

Tortura-me o espírito, 
Consome-me a alma,
Possuí-me o corpo,
A devassidão ingénua
De um desejo Louco.

O prazer momentâneo,
Geme-me dentro do crânio,
Lascivo, obtuso, animal, nu…
Cru.

Sexo, suor e sangue.
Amor, suor e loucura
Pura, instintivamente visceral.
Ópio negro que me percorre o corpo,
A Intensidade bruta sobre este abismo irreal,
Estado demente e subliminal.
O instinto animal,
Loucura total,
Gemidos libertados quando falta o… huuuuum…

Luxúria Canibal.

Esta Luxúria que me corrompe a carne,
Que me faz suar e desejar…
Imunda e blasfema me faz gritar
Inconscientemente nesta demanda espiritual.

Profana-me o corpo e lacera-me o inconsciente,
Mata-me de prazer como se fosse a última vez.
Quero-te corpo, alma e mente,
Demente no ardor dos actos.
Solta o demónio no meu corpo,
Rasga-me a pele e despoja-me do real.
Foi a minha morte.
Renasci animal.